PROGRAMA “IDIOMAS SEM FRONTEIRAS” À LUZ DO CICLO DE POLÍTICAS PÚBLICAS: UMA AVALIAÇÃO
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A expansão e a internacionalização do ensino superior no Brasil ganharam destaque na agenda política nas últimas duas décadas. Uma das políticas públicas pertencente a essa macropolítica é o Programa Idiomas sem Fronteiras (IsF). O Programa foi criado em 2012 e, desde então, tem sofrido ampliações de diversos tipos. Esta pesquisa, desenvolvida sob a linha de pesquisa Processos Educacionais e seus Fundamentos do Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade de Uberaba, buscou avaliar o IsF sob a ótica do ciclo de políticas públicas adotado por Secchi (2015) utilizando os critérios da eficiência, eficácia e efetividade. Para isso, fez-se uma contextualização do ensino da língua inglesa no Brasil e dos caminhos que levaram à criação do Programa. Além disso, descreveu-se seu desenho e suas etapas dentro do referido ciclo. Ademais, discutiu-se o conceito, os atores e a dinâmica das políticas públicas. Para dar suporte às discussões e à avaliação, adotaram-se as visões, apontamentos e sugestões de diversos pesquisadores e especialistas da área, mas principalmente de Secchi (2015, 2016), Belloni, Magalhães e Souza (2001) e Figueiredo e Figueiredo (1986). A pesquisa é do tipo qualitativa, documental, bibliográfica e utilizou-se também de entrevista. Percebeu-se que, inicialmente, apesar de não focalizar na base do problema de falta de proficiência em inglês dos estudantes universitários, o Programa, nas suas reestruturações, passou a atingir estratos que podem auxiliar no enfrentamento da raiz do problema, como a formação de profissionais melhor qualificados para atuarem na educação básica. Além disso, apesar de ter vários objetivos de longo prazo, o IsF tem se mostrado eficiente e, de certa forma, eficaz, atingindo, portanto, um grau de efetividade.