OTIMIZAÇÃO DO PROCESSO DE EXTRAÇÃO DA CAFEÍNA DA CASCA DE CAFÉ DA ESPÉCIE Coffea arabica

Resumo

A partir do Planejamento Composto Central em cinco níveis (-α, -1, 0, 1, α) com repetição nos pontos centrais, os dados de temperatura e tempo ótimos encontrados, dentro da faixa analisada dessas variáveis pelo teste de hipótese t de Student no software Statistica, foram 149,5 °C e 5,1 minutos, respectivamente, e corresponderam ao teor máximo de cafeína extraída de 0,87% (m/m). No entanto, na prática foi possível extrair 0,56% de 1,3% (m/m) de cafeína em condição otimizada. A cafeína extraída não precisa ser purificada, desde que seja cristalizada a partir da água. O perfil de temperatura de torra definiu que quanto menor for a temperatura e o tempo, maior será a quantidade de cafeína extraída, enquanto que a análise granulométrica definiu que quanto menor for o diâmetro da casca de café, maior será a quantidade do composto obtido. O rendimento obtido da extração de cafeína da casca in natura foi de 0,41% enquanto que a literatura apresenta um teor de 1,3% (m/m). O conteúdo de umidade presente na casca de café in natura e torrada foi de 20,116% e 6,251% (m/m), respectivamente. As considerações finais foram a divergência de teores de cafeína pode ter ocorrido pela não idealidade do processo, como a variação da temperatura, visto que a temperatura tem maior influência no teor de cafeína obtido, e a utilização de torrefador diferente, sendo necessário o estudo de otimização da faixa de parâmetros que se encaixe melhor na configuração do equipamento disposto, e pela condição heterogênea da quantidade de compostos orgânicos e inorgânicos presentes na casca de café.

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