A ALFABETIZAÇÃO SOB NOVOS ENFOQUES

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No texto dessa dissertação e produto, propõe-se um reexame de questões antigas da alfabetização, isto é, do ensino e da aprendizagem da leitura e da escrita. Mesmo tendo diminuído o número de analfabetos no país, ainda assim a questão está longe de ser resolvida. Segundo o IBGE 2018, 6,8% dos brasileiros acima de 15 anos ainda não leem e não escrevem. A pesquisa está inserida na linha Educação Básica: Fundamentos e Planejamento. Do ponto de vista da metodologia, sua concepção teórica está alicerçada na dialética clássica, ou seja, na crítica que produz seu contraponto, em busca de nova síntese. Seu enfoque é qualitativo e está vinculada ao projeto de pesquisa, intitulado FORDAPP. Dentre os autores que compuseram o quadro teórico desta pesquisa, estão Soares (2017), Chomsky (1999), Vygotsky (2020), Piaget (1971), Bruner (1999) e Ferreiro & Teberoski (1998). Como argumento principal, nessa dissertação afirma-se que aos alfabetizadores faltam conhecimentos básicos de linguística, sem os quais tornase difícil explicar aos alfabetizandos a estrutura da estrutura fonológica da língua. Mais ainda, fica difícil explicar que o sistema de escrita não é o sistema de fala. Os sons (fonemas) pertencem aos processadores neuronais auditivos e as letras (grafemas) pertencem aos processadores neuronais visuais. Por serem diferentes, os dois sistemas exigem tempo e atividades para se reconhecerem e se unificarem. Quando alfabetizadas, as pessoas, as crianças ou adultos, estabelecem equivalências funcionais entre os fonemas e os grafemas. Este trabalho será combinado em um texto resumido, a ser disponibilizado aos alfabetizadores.

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