MANIFESTAÇÕES BUCAIS DO CORONAVÍRUS REVISÃO DE LITERATURA
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Resumo
COVID-19 é uma doença causada pelo coronavírus, denominado SARS-CoV-2,
apresenta um espectro clínico variando de infecções assintomáticas a quadros graves.
Cerca 80% das pessoas com COVID-19 podem ser assintomáticas, e outros 20%
podem ser graves com dificuldade respiratória. A cavidade bucal tem íntima relação
com o SARS-CoV-2 devido à alta concentração de receptores da enzima conversora de
angiotensina 2, além de a infecção e suas terapias associadas contribuir para a
manifestação de alterações bucais em diferentes casos. Perda do olfato e paladar,
xerostomia e dor orofacial correspondem aos principais sintomas relatados pelos
pacientes portadores de COVID-19. A COVID-19 é transmitida de pessoa para pessoa,
por gotículas de saliva, espirro, tosse, assim como pelo contato da boca, nariz ou olhos,
ou até mesmo, por meio de objetos e superfícies contaminadas. Embora um quadro
clínico grave seja mais provável em indivíduos com comorbidades, pessoas de todas as
idades são susceptíveis à doença. O objetivo desse trabalho foi o de fazer uma revisão
científica dos artigos publicados sobre a pandemia do Coronavírus, especialmente,
suas manifestações bucais e risco de contágio para os cirurgiões dentistas. Como
também, procurar nas publicações especializadas sobre o assunto, evidências
científicas sobre as eventuais alterações bucais encontradas nesses pacientes trata-se
realmente, de manifestações dessa virose, ou de alterações oportunistas.