A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS E A FORMAÇÃO DE PROFESSORES: da V Conferência Internacional de Educação de Adultos aos projetos locais

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Este trabalho tem por objeto a Educação de Jovens e Adultos (EJA) sob a perspectiva de um revisitar aos documentos das Conferências Internacionais sobre Educação de Adultos (CONFINTEAs), em especial os da V CONFINTEA, e à legislação nacional e local. O estudo foi realizado com o objetivo geral de conhecer e compreender as acepções sobre a EJA que emanam dos documentos da V CONFINTEA, a fim de analisar em que medida as concepções de EJA resultantes das discussões e deliberações desta Conferência norteiam as políticas públicas da EJA e de Formação de seus professores. Para isso, temos como objetivos específicos: primeiramente, estabelecer um paralelo entre a concepção de EJA presente nos documentos das CONFINTEAs e a das políticas públicas nacionais dessa modalidade de ensino; depois, identificar nestes documentos e na legislação nacional vigente as acepções sobre a EJA, seus docentes e público-alvo, evidenciando os objetivos e as especificidades dessa modalidade de ensino, suas demandas sociais e de Formação de Professores para nela atuar. Finalmente, identificar e analisar dois projetos de EJA em nível local a fim de verificar sua articulação com as proposições da V Conferência e com a legislação vigente. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, referenciada em Campos, Di Pierro, Freire, Fávero, Giovanetti, Ireland, Paiva, Soares, entre outros. E documental, representada pela análise das declarações das Confinteas e a legislação pertinente. Por meio das palavras-chave, buscamos, via online, diversas publicações em bibliotecas locais e nacionais e após uma seleção, os documentos foram analisados. Para tanto, utilizamos os procedimentos da análise de conteúdo, buscando identificar informações factuais e explícitas, numa tentativa de responder aos questionamentos desse trabalho. Constatamos que as políticas públicas direcionadas à EJA carecem de um efetivo financiamento e que a Formação de Professores que atendam as especificidades dos discentes é incipiente. Analisando os projetos locais, constatamos que um deles ainda se encontra engessado, assemelhando-se ao ensino regular, o que, muitas vezes, reproduz o cenário de exclusão e marginalidade no qual vive uma parcela significativa dos educandos da EJA. O outro, encontra-se implementado no regime semipresencial, com pressupostos de flexibilização que, a nosso ver, atende melhor às especificidades dos educandos, propiciando-lhes uma educação continuada de qualidade.

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