A EDUCAÇÃO INCLUSIVA NO CONTEXTO DA SALA DE AULA: RELAÇÕES COM O ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO
Carregando...
Arquivos
Data
Autores
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
DOI
Resumo
No Brasil, a Educação Especial surgiu historicamente para proporcionar escolaridade às
crianças que, devido a algum tipo de deficiência, não eram inseridas no processo regular de
ensino. A LBI nº 13.146/15 garante aos alunos com deficiência a participação plena e efetiva
na sociedade e, consequentemente, a frequentarem a classe comum em escolas regulares, sejam
públicas ou privadas. A partir disso, desenvolveu-se este estudo consonante aos tópicos da linha
I de pesquisa da Universidade de Uberaba, seja ela, Desenvolvimento Profissional, Trabalho
Docente e Processo de Ensino e Aprendizagem. O objetivo desta pesquisa foi analisar como
ocorre o processo de inclusão no ensino regular e suas relações com o atendimento educacional
especializado (AEE) em uma escola pública da rede municipal de Uberlândia/MG. Trata-se de
uma pesquisa qualitativa (MINAYO, 1994) que teve como procedimentos metodológicos 4
narrativas escritas por 5 professores do ensino regular, somando 20 narrativas; narrativa de uma
professora sobre a trajetória do atendimento educacional e análise de documentos oficiais para
contextualizar a educação inclusiva nas políticas públicas voltadas para a Educação Especial
elaboradas dos últimos anos. A pesquisa se apoiou em fundamentos teóricos da Escola de
Vigotski e de autores que abordam a Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva,
considerando que o foco não é a deficiência, mas o desenvolvimento do indivíduo. Os dados
levantados foram trabalhados em duas unidades de análise temática, de acordo com o método
de Vigotski, e foram comparados para compreensão das práticas inclusivas em sala de aula e
suas relações com o atendimento educacional especializado. Após a análise dos dados
coletados, os resultados indicam que os professores da classe comum atribuem a si a
responsabilidade precípua de alfabetizar as crianças com deficiência no mesmo tempo
cronológico que as crianças sem deficiência, oferecendo um ensino voltado para os conteúdos
curriculares como fim, desconsiderando que o papel da escola é promover o ensino
humanizador que conduz o desenvolvimento integral do aluno. Além disso, os professores
participantes do estudo apontam que não conseguem apoio que potencialize suas práticas
inclusivas em classe comum, seja da equipe gestora e pedagógica, seja dos sistemas de ensino
e do atendimento educacional especializado. E, por fim, a pesquisa evidenciou que os dois
ambientes, classe comum e AEE, desenvolvem ações que poderiam conduzir a uma prática
inclusiva. Entretanto, essas atividades não são planejadas tendo como foco o desenvolvimento
do aluno, também não são ações conjuntas entre o atendimento educacional especializado e as
salas de aula de ensino regular, fato esse que culmina numa fragmentação do processo de
apropriação dos conhecimentos pelos alunos no espaço escolar.