AVALIAÇÃO IN VITRO DA RESPOSTA INFLAMATÓRIA E CITOTÓXICA DO TITÂNIO REVESTIDO COM QUITOSANA
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Resumo
Este estudo in vitro propôs uma pesquisa inovadora na ampliação do
conhecimento a respeito da quitosana como biomaterial com potencial para
aplicabilidade nas áreas biomédica e odontológica. O trabalho explorou as
características topográficas de uma liga de titânio revestida com quitosana,
assim como a viabilidade celular, citotoxicidade e resposta inflamatória. Foram
utilizadas amostras em forma de discos (Ø13 x 2 mm) compostos por titânio
comercialmente puro maquinado e cada experimento contou com um “n”
amostral igual a 4. Os discos passaram por caracterização através da técnica
layerblayer (LbL) sendo depositadas as 20 camadas de quitosana e avaliados
pela microscopia eletrônica de varredura (MEV) e microscopia de força atômica
(MFA). A viabilidade da linhagem celular VERO, exposta a liga de titânio foi
avaliada pelo ensaio de resazurina. A citotoxicidade dos discos avaliada pela
citometria de fluxo e a resposta inflamatória analisada através da concentração
de citocinas IFN-γ, IL1-β, IL-6, IL-10, TNF-α por meio do ensaio
imunoenzimático ELISA. Os dados da rugosidade e resposta inflamatória foram
submetidos à análise de variância (ANOVA), seguido pelo pós teste de Tukey.
Para análise de viabilidade e citotoxicidade realizou-se testes de Kruskal-Wallis
e pós teste de Dunn’s. Para todos os testes estatísticos foram considerados
significativas as diferenças com p < 0,05. A caracterização topográfica do
material revestido apresentou uma homogeneização na distribuição de
quitosana. As células VERO CCL-81 mostraram viáveis quando expostas a
superfície revestida com quitosana. As analises de citotoxicidade mostraram
que o material revestido com quitosana apresentou baixa indução de apoptose
quando comparado ao Ti não revestido, tornando-se constatado através dos
resultados da avaliação da resposta inflamatória frente às citocinas que
evidenciaram dados semelhantes ao do controle celular. Através de testes in
vitro, o Ti com quitosana mostrou baixa indução de células apoptóticas,
redução da citotoxicidade e não induziu resposta inflamatória mediante aos
ensaios de liberação de citocinas.