REVISÃO DE LITERATURA: USO DE MALHAS DE TITÂNIO EM RECONSTRUÇÃO DE FRATURAS DE ÓRBITA TIPO BLOW OUT.
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Resumo
Devido à exposição e a fragilidade óssea da região orbitária, a propensão à
traumas e fraturas torna-se relevante e assume um papel importante no que
diz respeito à tratamentos de reconstituição de estruturas onde há
comprometimento estético facial, além de funcional. As fraturas do tipo blowout
são aquelas que acometem o assoalho orbitário, sendo classificadas como
puras, quando limitadas ao assoalho orbitário, e impuras, quando há
envolvimento do rebordo inferior da órbita. O diagnóstico dessas fraturas
baseia-se em exames físicos, de palpação e avaliação dos sinais e sintomas,
como equimose periorbitária, hematomas, enoftalmia, diplopia e restrição dos
movimentos oculares, e de exames de imagem e tomografia computadorizada.
O objetivo deste trabalho foi fornecer mais informações e conhecimentos
teóricos e técnicos em relação ao uso das malhas de titânio em reconstrução
de fraturas de órbita tipo blow out, através de uma revisão de literatura e
relatos de casos clínicos tratados, com e sem sintomatologia. Foram
pesquisados e usados artigos publicados no período de 1957 à 2017, escritos
nas línguas inglesa e portuguesa. A metodologia para essa pesquisa foi a
seleção dos artigos publicados e que apresentarem maior relevância ao tema a
ser estudado, a partir de buscas em bases de dados SciELO, Periódicos
CAPES, PubMed, MedLine, Scientific Electronic Library On Line Scielo e
Biblioteca Virtual em Saúde, utilizando as seguintes palavras chaves: fraturas
de órbitas, malhas de titânio, reconstrução de fraturas orbitárias, fraturas tipo
blow out. Vários materiais aloplásticos são usados no reparo de fraturas da
parede orbitária. Reparo da fratura orbital que usa malha de titânio proporciona
reprodução estável e segura da parede de órbita, enquanto oferece resultados
funcionais e cosméticos excelentes, quando comparados com outros materiais
de aloplásticos. A terapia adequada para o trauma de órbita é sempre
complexa e requer que o cirurgião esteja familiarizado com a anatomia
detalhada da órbita e o padrão de dano dos componentes de tecido moles e
duros.