FIBROMA OSSIFICANTE CENTRAL: relato de casos clínicos
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Resumo
O Fibroma ossificante central é um tumor benigno e raro, que acomete principalmente mulheres, sendo mais comum na mandíbula. É um tumor de crescimento lento e expansivo, o que pode gerar uma assimetria facial. A lesão é normalmente assintomática e mesmo sendo um tumor benigno, possui uma grande agressividade aos tecidos locais. Estudos apontam sua origem na mutação do gene HRPT2 em células do ligamento periodontal, onde ocorre uma substituição dos tecidos ósseos e formação de tecido fibroso. O tratamento desta lesão é a enucleação cirúrgica com margens livres. O objetivo desse trabalho é descrever e analisar os casos diagnosticados retrospectivamente como fibroma ossificante procedentes do Laboratório de Patologia Oral da Universidade Federal de Uberlândia (1978-2020). Neste trabalho, o fibroma ossificante central representou 33 de 274 casos de lesões fibro-ósseas (12.04%). Afetando principalmente pacientes melanodermas, do gênero feminino, entre 30-40 anos. A região mandibular posterior foi a área mais afetada. A maioria dos pacientes apresentaram aumento volumétrico indolor, com evolução média de 40,7 +/-52 meses. Dessa forma pudemos concluir que o fibroma ossificante central é uma neoplasia benigna rara, com características sociodemográficas bem definidas. Normalmente, esta doença se apresenta como uma lesão assintomática, podendo apresentar aumento volumétrico e assimetria facial. Para realizar seu diagnóstico é necessário a correlação dos exames clínicos, radiográficos e histopatológico.