EFEITO DA ESPESSURA DA LINHA DE CIMENTAÇÃO, TIPO DE CIMENTO E TIPO DE SUBSTRATO DE ADESÃO NO COMPORTAMENTO BIOMECÂNICO DE MOLARES RESTAURADOS COM COROAS CERÂMICAS DE DISSILICATO DE LÍTIO

Resumo

Restaurações cerâmicas têm sido empregadas na prática odontológica devido ao seu comportamento clínico e biomecânico. Este estudo avaliou o efeito da espessura da linha de cimentação, tipo de cimento resinoso e substrato na distribuição de tensões em molares restaurados com coroas cerâmicas de dissilicato de lítio. Foram gerados modelos 2D pelo método de elementos finitos de um molar inferior variando os fatores em estudo: (1) Espessura da linha de cimentação (100 e 250 μm); (2) tipo de cimento resinoso (Convencional e autoadesivo); e (3) tipo de substrato para adesão (dentina e dentina/resina composta). Os modelos bidimensionais foram criados nos softwares Image J e Marc/Mentat (MSC softwares). A malha foi construída manualmente utilizando elementos quadráticos, isoparamétricos, com 4 nós. Foi simulada contração de polimerização do cimento resinoso por analogia térmica seguido da aplicação de carga de 100N. Os resultados foram avaliados pelo critério de Von Mises Modificado. A linha de cimentação de 250 μm gerou maiores valores de tensão de contração do que a linha de cimentação de 100 μm, independentemente do tipo de cimento resinoso e substrato dentário. O cimento resinoso convencional (RelyX ARC) gerou maiores valores de tensão de contração comparado ao cimento resinoso autoadesivo (RelyX U200). O fator substrato dentário não afetou significativamente o padrão de distribuição de tensão. Após aplicação de carga, não houve diferença significativa nas tensões geradas na coroa cerâmica. Concluiu-se que a espessura da linha de cimentação e tipo de cimento resinoso interferem na geração de tensões.

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