O papel influenciador das mídias na construção sociais na construção da autoimagem da mulher e suas relações no desenvolvimento de distúrbios mentais e alimentares

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O ser humano relaciona-se com o mundo e constrói a sua subjetividade através do seu corpo. Com as transformações ao longo dos séculos, as mídias digitais foram assumindo um espaço no cotidiano das pessoas e emergindo uma superexposição de padrões estéticos, alimentados pela indústria do consumo e influenciando os hábitos e a autoestima da mulher. Dessa forma, o objetivo desse estudo foi analisar a relação que as mídias sociais podem provocar e os efeitos na construção da autoimagem da mulher e no desenvolvimento de distúrbios psicológicos e alimentares. Trata-se de uma revisão narrativa que teve como base artigos, dissertações, teses e monografias dos últimos 15 anos. Os estudos apontam que o corpo da mulher sempre foi sexualizado, tido como algo a ser controlado. A sociedade contemporânea, do consumo e do espetáculo, sob a regência do capitalismo utiliza-se das mídias digitais, que são as revistas de moda, redes sociais, televisão e submete à uma coação expositiva, transformando tudo em mercadoria, um objeto a ser exaltado e que explica a incansável busca de tratamentos estéticos e cosméticos. Destaca-se que essa incansável busca e obsessão pela magreza, desencadearam um aumento em determinadas doenças psíquicas e físicas. Além de todo sofrimento causado por doenças biológicas, há também o sofrimento psíquico, na qual a mulher passa a se sentir excluída, rejeitada, formando uma imagem negativa sobre si. Salienta-se a importância de profissionais da saúde, assim como a psicologia, estejam informados sobre tudo que acontece nas redes sociais, sendo uma ferramenta importante na prevenção e tratamento.

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Profº Ma. Jessika Rodrigues Alves

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