A queima dos corpos - Um paralelo entre a percepção da mulher no passado e presente sob o viés da bruxaria
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Resumo
A figura da bruxa sempre foi envolta de mistérios, magias e, muitas vezes, sensualidades. Como
se elas fossem seres místicos que passam seus dias em círculos sabáticos ou planejando qual
seria a próxima criança do vilarejo a ser comida. Essas mulheres já foram conhecidas como as
curandeiras que podiam auxiliar em alguma dor ou enfermidade, porém esse conhecimento
passa a ser perdido quando a Idade das Trevas e, eventualmente a caça às bruxas durante a Idade
Moderna, adentra os feudos. De figura misteriosa, a bruxa se torna a mulher herege arrastada
para a tortura e queimada na fogueira, suas cinzas são jogadas ao vento, e o conto da bruxa se
torna a história da agente de Satã, da meretriz que divide sua cama com o Diabo. A sociedade
fecha suas portas para essas mulheres “impuras” e seus, supostos, pecados. São corpos
marginalizados e marcados pela ignorância e pelo patriarcado que regia aquelas terras. Dessa
forma, o objetivo desse estudo foi compreender qual é a percepção atual do que é ser mulher, a
partir da imagem arquetípica e simbólica da bruxa. Trata-se de um estudo de revisão narrativa
da literatura que investigou artigos, teses, monografias e livros dos últimos 10 anos. A imagem
da bruxa, arquetípica, simbólica, potente e temida foi destacada em todos os artigos e demais
materiais lidos. Conclui-se que todas as mulheres são bruxas e, todas enfrentam seus próprios
inquisidores pessoais, daí, se vê a importância da psicologia em ajudá-las através do
acolhimento profissional afim de fortalecer a magia que cada uma possui.
Descrição
Orientadora: Profª Ma. Jessika Rodrigues Alves