A BIBLIOTECA ESCOLAR E A FORMAÇÃO DE LEITORES NA EDUCAÇÃO BÁSICA
Carregando...
Data
Autores
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
DOI
Resumo
Este estudo sobre a formação do leitor pela biblioteca escolar integra-se à Rede
de Pesquisadores sobre Professores no Centro-Oeste e ao Núcleo de Estudos e
Pesquisas sobre o Professor, a Arte e a Filosofia, desenvolvidos na linha de pesquisa
Processos Educacionais e seus Fundamentos do Programa de Pós-Graduação em
Educação da UNIUBE. Parte-se da questão: como formar o aluno leitor por meio das
ações da biblioteca escolar na educação básica? A partir dela, define-se como objetivo
geral compreender a função educativa da biblioteca escolar para a formação do leitor
na educação básica. O referencial teórico abrange Proust, (2003) Freire (2005);
Moraes (1979); Carvalho Silva (2011), Assis (2010); Campello (2005); Ramos (2015)
e Valadas (2015), entre outros. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, na perspectiva
fenomenológica, particularmente na proposta de Viggiani Bicudo. A metodologia
abrange estudos bibliográficos, direcionando a atenção para o discurso do texto, lido
e interpretado à luz de interrogações postas. O processo investigativo inclui estudos
teóricos de obras que discutem a formação do leitor; o papel da biblioteca escolar
nesse aspecto; as inovações existentes relacionadas ao uso das tecnologias digitais;
a análise da legislação vigente que aborda a biblioteca escolar no Brasil, a partir de
1996 até os dias atuais. O trabalho apresenta imagens fotográficas de André Kertész,
como epígrafes visuais. Os resultados revelam que, em Proust, a leitura pode ser
chamada de conclusão para o autor, e de estímulo para o leitor. Depreende-se que a
sabedoria do leitor principia onde a do autor se encerra. Para Paulo Freire, ler, é
interpretar o mundo e poder lançar sua palavra sobre ele. Em relação ao histórico, os
estudos mostram que a biblioteca escolar tem sua origem em instituições
confessionais jesuítas e expande-se para as instituições privadas. Com políticas
educacionais tímidas, desde a promulgação da LDB em 1996, apresenta um sentido
mais voltado para o acervo do que para a formação do leitor. Quanto à informatização,
as bibliotecas estão gradualmente aderindo, mas faltam recursos e formação
pertinente de bibliotecários e professores. Considera-se que, para mudar as ações
relacionadas à biblioteca escolar adequando-as para a formação do leitor, é
necessário refletir sobre a concepção que se tem dela, a qual deve contemplar e
explicitar uma natureza política e social de transformação do indivíduo e da sociedade.