TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO: um instrumento mediador do desenvolvimento da subjetividade na educação
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Resumo
As Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) têm importante papel mediador no
desenvolvimento da subjetividade no contexto atual dos processos educativos. Assim, os
conceitos Vigotskianos sobre mediação e de zona de desenvolvimento proximal podem ser
tomados como referência para a análise das práticas pedagógicas mediadas pelas TICs. Nessa
perspectiva, trata-se do entendimento das TICs como instrumentos das mediações culturais
que caracterizam o processo de ensino-aprendizagem. A pesquisa foi realizada na linha de
pesquisa Desenvolvimento Profissional, Trabalho Docente e Processo Ensino-Aprendizagem,
do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade de Uberaba-UNIUBE. A
pesquisa se inscreveu num projeto de maior abrangência intitulado: Necessidades de
Formação continuada de professores da educação básica e superior em Minas Gerais: um
estudo diagnóstico. (Chamada FAPEMIG 02/2018. PPM XII). A presente pesquisa tem como
objeto de estudo as TICs e seu papel mediador no desenvolvimento da subjetividade na
Educação. Busca responder a seguinte questão: qual o papel das TICs como instrumento
mediador do desenvolvimento da subjetividade na Educação? Tendo como objetivo geral
desenvolver um estudo crítico sobre o papel das TICs como instrumento cultural-mediador do
desenvolvimento da subjetividade na Educação. Como objetivos específicos: 1. Sistematizar
os aspectos essenciais da Teoria da Mediação na Teoria Histórico-Cultural; 2. Compendiar o
papel cultural-mediador das TICs no desenvolvimento da subjetividade na Educação; e 3.
Elaborar uma síntese sobre a Teoria do Desenvolvimento da Subjetividade Humana fazendo
um esforço de abstração e procurando os pontos de conexão, do trabalho estabelecendo-se as
interconexões entre a Teoria da Mediação, a Teoria da Subjetividade e a Sociologia da
Comunicação para uma compreensão mais ampla do fenômeno estudado. O estudo
desenvolveu-se por meio de pesquisa bibliográfica, de caráter descritivo e abordagem
qualitativa. Os materiais selecionados para leitura de estudo foram fichados e analisados,
usando como instrumento uma Ficha Resumo de Conteúdo. Como aporte teórico destacam-se
as sistematizações realizadas contribuição no capítulo 1 de: Vygotsky (2002, 2001, 2000,
1991, 1989, 1987, 1978); Leontiev (2004); Wertsch (1988); Mello (2020); CEPAL-UNESCO
(2020). No capítulo 2 de: Castell (1999); Levy (1996, 1998, 1999); Negroponte (1995,
1995a); Bauman (2001). No capítulo 3 de: González Rey (2002, 2003, 2005, 2011, 2012);
Molon, (2011); Rossato; Mitjàns (2013); Kenski (2007); Campolina (2019); Lévy (1993-
1999); Araújo e Vilaça (2016); Coelho (2019); Champangnatte (2016); Fofonca (2018);
Gadotti (2003) e Frizon (2015). O estudo realizado sobre as TICs e seu papel mediador no
desenvolvimento da subjetividade na Educação permitiu concluir que a subjetividade na
perspectiva histórico-cultural se constrói na ontologia do individual e do social, a partir da
própria cultura do sujeito. Sob essa perspectiva, é perceptível o papel das tecnologias
enquanto mediadoras na relação do sujeito com o mundo e, consequentemente, como parte do
processo de transformação e produção da subjetividade. Educação, Tecnologia e
Subjetividade se interrelacionam por estarem presentes no âmbito social e individual dos
sujeitos. Esta integração está inserida diretamente na transformação da realidade dos
contextos educativos. Assim, compreender a subjetividade na educação se torna um processo
cada vez mais complexo, pois as referências e os valores dos indivíduos que fazem parte de
um determinado contexto escolar podem ser múltiplos. Logo O ponto importante não é apenas
o uso pedagógico dos recursos digitais, senão o tipo de relação que estes proporcionam entre
alunos e professores na educação, assim como a sua utilização como parte das estratégias de
ensino. As TICs contribuem para a ativação da atividade mental dos alunos, de tal maneira
que estes podem ser sujeitos de sua própria transformação.