COMPARAÇÃO DAS PROPRIEDADES FÍSICO-MECÂNICAS DA RESINA IMPRESSA EM 3D PARA BASE DE PRÓTESE E DO POLIMETILMETACRILATO CONVENCIONAL ANTES E APÓS EXPOSIÇÃO AO FUMO
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Resumo
O objetivo deste trabalho, in vitro, foi comparar as propriedades físicas e mecânicas de
resinas utilizadas para a confecção de bases de próteses totais antes e após exposição ao fumo.
Foram confeccionadas 50 amostras, sendo 30 retangulares (65 x 10 x 3,3 mm) e 20
quadrangulares (10 x 10 x 2 mm) de uma resina termicamente ativada convencional/
polimetilmetacrilato (PMMA) e de uma resina para impressão em 3D. As amostras foram
divididas em 2 grupos, de acordo com o tipo de fumo: Cigarro convencional e cigarro de
palha e foram expostas a 20 cigarros por dia, 10 minutos cada, totalizando 200 minutos
diários. Esse processo foi repetido diariamente por 21 dias. As medidas de cor foram obtidas
por meio de um espectrofotômetro portátil. Para a análise da dureza e da rugosidade
superficial foi utilizado um microdurômetro e um rugosímetro portátil, respectivamente. A
resistência à flexão foi avaliada em máquina universal de ensaios mecânicos e a
molhabilidade em goniômetro, pelo método da gota séssil. Os dados foram submetidos à
Análise de Variância (ANOVA) bidirecional e pós teste de Bonferroni (α=5%). O PMMA
sofreu maior alteração de cor após exposição ao cigarro de palha em relação ao convencional
(p<0,001), porém, se comparado de forma independente, sofreu menor alteração em relação
a resina impressa em 3D (p<0,001). A cor da resina impressa foi influenciada por ambos
tipos de fumo com valores de ΔE semelhantes (p=0,601). A rugosidade inicial das duas
resinas foi semelhante (p=0,111) e aumentou após exposição ao cigarro de palha (p<0,001).
Em relação à molhabilidade, inicialmente a resina impressa apresentou menor
hidrofobicidade que o PMMA (p=0,009). Ambos tipos de fumo tornaram a superfície do
PMMA mais hidrofílica (p<0,05). O mesmo foi observado para a impressa após exposição
ao cigarro convencional (p=0,001). A dureza inicial das resinas foi semelhante (p=0,671),
assim como a resistência à flexão (p=0,067). No geral, a exposição aos diferentes tipos de
fumo reduziu os valores de dureza superficial (p<0,05). Houve redução da resistência à flexão
do PMMA após a exposição ao cigarro de palha (p=0,016). Nota-se correlação moderada e
positiva entre rugosidade e alteração de cor (r=0,402). Conclui-se que a resina impressa em
3D exibiu dureza, rugosidade superficial e resistência à flexão semelhante ao PMMA, além
de uma superfície menos hidrofóbica, mas foi mais susceptível a alteração de cor após
exposição ao tabagismo. O cigarro de palha aumentou a rugosidade de ambas resinas, reduziu a dureza da resina impressa e a resistência à flexão do PMMA. O cigarro
convencional reduziu a dureza de ambas resinas. Os dois tipos de fumo tornaram a superfície
do PMMA mais hidrofílica. O mesmo foi observado para a resina impressa exposta ao cigarro
convencional. Portanto, o hábito de fumar parece influenciar nas propriedades da superfície
das resinas. O grau de impacto depende do tipo de fumo e do tipo de material de base da
prótese.