DIMENSÕES FORMATIVAS DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NAS LICENCIATURAS DA UFU: Perspectivas de professores(as) formadores(as) e currículos
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Resumo
Esta pesquisa tem por tema as dimensões formativas da Educação Ambiental nos cursos de
Licenciatura da UFU, a partir das perspectivas de professores(as) formadores(as) e dos currículos.
Está vinculada à Linha de Pesquisa Processos Educacionais e seus Fundamentos e também ao
Grupo de Estudos e Pesquisa Educação na Diversidade para a Cidadania, por meio do projeto de
pesquisa intitulado: “Educação na diversidade para a cidadania: um estudo de processos educativos
e formativos escolares e não escolares”. O referencial teórico foi elaborado considerando-se dois
eixos: o primeiro aborda a identidade e o lugar do (a) professor(a) formador(a) na Educação
Superior, vinculando-o(a) ao trabalho com a EA no âmbito das licenciaturas; e o segundo eixo
teoriza e problematiza a Educação Ambiental como arcabouço teórico e legal/normativo, que
subsidia e orienta o trabalho do(a) professor(a) formador(a) nas licenciaturas, considerando-se o
contexto da UFU. Tem-se como objetivo geral identificar as evidências de realização da EA nas
licenciaturas da UFU e analisar os caminhos formativos que ela percorre, a partir das perspectivas
de professores(as) formadores(as) e dos currículos, tendo como recorte o ano de 2019. A tese é a de
que há indícios de que a EA se desenvolva nos cursos de Licenciatura da UFU no âmbito do ensino,
por meio do(s) componente(s) curricular(es); no âmbito de extensão, articulada ao ensino, por meio
de projetos e/ou programas extensionistas e também no âmbito da pesquisa, por meio da iniciação
científica ou dos Programas de Pós-Graduação, atrelados ou não ao ensino e à extensão. A
metodologia da pesquisa é de abordagem qualitativa, segundo Chizzotti (1995), valendo-se, quanto
aos meios, segundo Vergara (2009), da pesquisa de campo e documental. Quanto aos fins, segundo
a mesma autora, a pesquisa é descritivo-exploratória. As fontes bibliográficas compreenderam
livros acadêmicos, artigos científicos, trabalhos monográficos de teses e dissertações acadêmicas.
As fontes documentais abrangeram a legislação específica sobre o tema e documentos
institucionais. A pesquisa de campo envolveu duas etapas. Na primeira etapa, os(as) docentes
participantes responderam a um questionário eletrônico específico, criado no ambiente do Google
Drive. A partir da disponibilidade apresentada no questionário para participar da segunda etapa da
pesquisa, foi realizada uma entrevista semiestruturada, conforme roteiro previamente estabelecido,
por meio de encontros virtuais, realizados a partir do Google Meet, cabendo destacar que tais
encontros foram gravados e posteriormente transcritos. A análise dos dados se deu pela Análise
Temática (AT), segundo os pressupostos de Braun e Clarke (2006) e Souza (2019). A partir do
diálogo com os resultados deste estudo, é possível afirmar que o ensino foi a dimensão mais
empregada para a inserção da temática ambiental, seguida pela extensão e por último a pesquisa,
com a predominância do gênero feminino na oferta nas três dimensões. Além disso, o lugar da EA
nesses cursos está muito vinculado à figura do(a) responsável pelo componente curricular e, em
diversos momentos, a depender da condução desse(a) docente, configura-se como um lugar que
“cabe tudo e qualquer coisa é EA”. Em relação à EA como política formativa, percebemos que ela
ainda é vista por muitos(as) desses(as) professores(as) e pela própria IES apenas como uma norma
impositiva, carecendo de uma apreensão sobre a sua pertinência e, sobretudo, da clareza da relação
da EA com a área de atuação das respectivas licenciaturas. Tendo em vista que essa falta de clareza
tem levado a um fazer EA ingênuo. Diante desse cenário, a curricularização da extensão na
universidade é vista como uma possibilidade para a EA, haja vista as experiências bem sucedidas e
reconhecidas na área extensionista da IES estudada.