FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO SOB PERSPECTIVAS TEÒRICAS TAYLORISTAS, FORDISTAS E TOYOTISTAS PARA FORMAÇÃO NO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO
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Resumo
As revoluções industriais modificaram substancialmente os sistemas de produção, que passaram a atender aos anseios capitalistas. A formação do trabalhador também necessitou passar por mudanças que se adaptaram aos novos conceitos políticos, sociais e econômicos de cada época. A partir desse momento, a educação passou a ser diretamente influenciada pelos modelos que idealizaram o método de produção utilizado pelas indústrias. O objetivo desse trabalho é compreender como as teorias de produção capitalista se materializaram na educação de maneira geral e suas influências no curso de administração. Tal objetivo foi atingido por meio de uma investigação teórica, sobretudo bibliográfica e descritiva, com abordagem qualitativa, a partir de obras de diferentes autores, sendo assim possível realizar uma síntese do referencial teórico construído. O primeiro capítulo foi desenvolvido a partir da contextualização histórica de Taylor, Ford e o sistema de produção Toyota, que foram os principais teóricos que fundamentaram os métodos de trabalho. O segundo capítulo foi estruturado a partir de pesquisas referentes a origem e evolução do curso de administração, seu reconhecimento enquanto profissão e os cenários atuais. O terceiro capítulo promove uma relação entre as influências desses pensadores com a educação e o curso de administração, correlacionando os mecanismos do sistema de produção no âmbito educacional e a formação qualificada da mão de obra ideal para o mercado de trabalho. Este trabalho tem como tema proposto a influência das teorias capitalistas de produção e suas relações com os cursos de Administração a partir dos fundamentos da educação, desenvolvido na linha de pesquisa ―Processos educacionais e seus fundamentos‖, integrado ao projeto de pesquisa: ―As relações entre a educação e a filosofia: a importância dos clássicos do pensamento filosófico para a especulação e para a ação pedagógica no âmbito da cultura e dos processos educativos‖. Como referenciais teóricos, foram realizadas consultas às obras dos principais autores que fundamentam o objeto em análise, além de comentadores que contribuíram para realização dessa pesquisa. Dentre eles podem ser destacados os autores: Ford (1922), Taylor (1990), Ohno (1997), Shingo (1996), Maximiano (1997), Chiavenato (1997), Barbosa (1995), Godinho Filho e Fernandes (2004), dentre outros. Essa pesquisa conclui que não há como negar a influência das teorias capitalistas de produção no processo educacional e principalmente no curso de administração, que se fundamenta em atender as exigências dos fatores de produção de mercado. Isso tudo aconteceu conforme a conveniência do contexto histórico que ocorreram. Para tal, é necessário uma profunda reflexão sobre as consequências da adoção absoluta de parte ou na íntegra tais teorias, esquecendo-se ou omitindo das práticas pedagógicas científicas. Deve-se abandonar o conceito de formação em série de profissionais, especialmente os bacharéis em administração, modelados em massa, sem senso crítico e analítico, incapazes de pensar e agir como indivíduos que possam contribuir para a melhoria da sociedade, em um mercado dinâmico, prejudicando até mesmo o exercício da profissão que escolheram e foram formados.