USO DE MEPIVACAÍNA 2% ASSOCIADA À EPINEFRINA EM PACIENTES HIPERTENSOS DURANTE TRATAMENTO ODONTOLÓGICO

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O uso de anestésicos locais associados à epinefrina é comumente usado em procedimentos odontológicos. No entanto, parte dos profissionais de saúde recrimina e não utiliza esse procedimento em pacientes com doença cardiovascular. O presente trabalho teve como objetivo avaliar a ocorrência de alterações significativas na pressão arterial, frequência cardíaca e saturação de oxigênio em pacientes hipertensos, utilizando técnicas anestésicas locais com mepivacaína a 2% associada à epinefrina 1: 100.000 (Me2E100). Sessenta e cinco pacientes com idade entre 20 e 60 anos foram monitorados por um oxímetro de pulso digital e um dispositivo eletrônico de monitorização digital da pressão arterial antes (t0'), durante (t5') e após (t30') a anestesia local com Me2E100. Os dados foram analisados com o auxílio do programa Graph Pad Prism 7, e o nível de significância adotado foi α= 0,05. Os resultados mostraram que a associação Me2E100 não promoveu alterações na pressão arterial sistólica e diastólica, frequência cardíaca e saturação de oxigênio (SpO2), tanto em pacientes normotensos quanto em hipertensos. Portanto, o presente estudo forneceu evidências de que a associação do anestésico mepivacaína 2% com epinefrina 1: 100.000 pode ser uma boa opção para hipertensos controlados submetidos à anestesia local.

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