EFEITO DA SUPLEMENTAÇÃO COM EXTRATO DE AJUGA TURKESTANICA NO PADRÃO HISTOPATOLÓGICO DE RATOS SUBMETIDOS À NATAÇÃO
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Resumo
OLIVEIRA, M. A. Efeito da suplementação com extrato de Ajuga turkestanica no padrão histopatológico de ratos submetidos à natação. 2020. 43f. Dissertação (Mestrado em Odontologia) – Universidade de Uberaba, Uberaba (MG), 2020.
Ajuga turkestanica é uma planta perene originária da Ásia Central cujo extrato apresenta uma série de compostos bioativos denominados coletivamente “fitoecdisteroides”, análogos do hormônio ecdisterona, presente nos insetos, e que seriam os responsáveis por inúmeros efeitos metabólicos. Este trabalho tem como objetivo a determinação dos efeitos do extrato comercial de A. turkestanica (EAT) no padrão histopatológico de ratos Wistar submetidos a exercício de natação. Foram utilizados 29 ratos Wistar divididos em quatro grupos, sendo: controle (administração de soro fisiológico; n = cinco animais); EAT sem natação (36 mg/Kg de peso corporal; n = seis animais); Natação e EAT+natação (36 mg/Kg de peso corporal; ambos contendo nove animais). Os animais foram alimentados com dieta padrão para ratos e receberam o tratamento (soro fisiológico ou EAT via gavagem – 1 mL/dia) diariamente, seguidos de natação conforme o grupo. O protocolo de treinamento da natação consistiu de três séries de 30 segundos de natação separadas por um período de descanso de 90 segundos e um período de recuperação de três minutos. No final das seis semanas de experimento, os animais foram eutanasiados e seus órgãos, colhidos para as análises histológicas. Utilizou-se o software estatístico GraphPad Prism 5 for Windows para as análises estatísticas por One Way ANOVA, seguido dos testes Kruskal-Wallis e Dun (tecido adiposo e muscular), Dunnett (esteatose), Holm-Sidak (inflamação) e Tukey (desorganização e descamação testicular). O extrato de A. turkestanica, sozinho, não possui atividade redutora do tecido adiposo, uma vez que o extrato não induziu a redução na área dos adipócitos quando administrado isoladamente e nem quando foi associado ao exercício (p>0,05). Os animais tratados com EAT não apresentaram diferença nos níveis de esteatose e de inflamação em relação aos animais do grupo-controle (p >0,05) sugerindo que o EAT não tem atividade prejudicial ao fígado. O mesmo aplica-se à ocorrência de desorganização e descamação testicular (p>0.05), sugerindo que o extrato não possui os efeitos indesejáveis dos esteroides anabolizantes. O extrato também falhou em causar hipertrofia nas fibras do músculo quadríceps (p>0,05), enquanto a natação teve um efeito positivo nesse parâmetro, levando a um aumento na área de secção transversal, tanto isoladamente quanto
associada ao EAT (p<0,05). Os dados obtidos permitem concluir que o extrato de A. turkestanica, na dosagem utilizada não possui efeitos anabólicos significativos, nem é capaz de induzir mobilização de gordura dos adipócitos.