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Título: A IMPORTÂNCIA DO DESENVOLVIMENTO DA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL DOS/AS ADOLECENTES NO ENSINO MÉDIO DE JOÃO MONLEVADE- MG
Autor(es): MARTINS, DÉBORA LOURDES
Palavras-chave: Educação Socioemocional
Educação Básica
Formação Integral
BNCC
Autoconhecimento
Data do documento: 2025
Resumo: Este estudo foi desenvolvido no Programa de Pós-Graduação Profissional em Educação da Universidade de Uberaba, na linha “Educação Básica: fundamentos e planejamentos”, vinculado ao grupo de pesquisa Trabalho, Educação e as Transformações Sociais Globais, e teve por objetivo analisar a importância do desenvolvimento da IE na formação de estudantes do Ensino Médio. Adotou-se abordagem qualitativa, de caráter descritivo-explicativo. Realizou-se investigação documental da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e dos Projetos Político-Pedagógicos (PPP) de cinco escolas de Ensino Médio de João Monlevade/MG, com base na análise de conteúdo de Laurence Bardin. O recorte temporal considerou documentos produzidos a partir de 2014. O referencial teórico mobilizou autores que discutem a educação escolar pública e a relevância da IE para o desenvolvimento integral, como Daniel Goleman, Dermeval Saviani, Howard Gardner, Lev Vygotsky, Carl Rogers e Maria Montessori, entre outros. A questão central que orientou a pesquisa foi: como as escolas de Ensino Médio de João Monlevade/MG incorporaram (ou deixaram de incorporar) o desenvolvimento da IE e quais foram os impactos dessa incorporação (ou ausência) na formação humana, no bem-estar emocional e na preparação para o trabalho? Concluiu-se que, embora a BNCC e os PPPs analisados reconhecessem competências socioemocionais, a abordagem da inteligência emocional permaneceu pouco sistematizada e de baixa densidade teórica. Frequentemente esteve diluída em uma lógica adaptativa e funcionalista orientada à empregabilidade, o que reforçou a responsabilização individual e as métricas de desempenho e esvaziou o potencial crítico e emancipador da inteligência emocional. A leitura dos PPPs evidenciou presença implícita, fragmentada e irregular, com pouca explicitação de objetivos, estratégias e critérios de avaliação. À luz desses achados, sustentou-se a necessidade de reorientar a inteligência emocional como eixo formativo do currículo, com integração intencional e contínua entre áreas, formação docente continuada e avaliação formativa, a fim de promover formação humana integral, bem-estar e cidadania. Com base nos resultados, desenvolveu-se um programa estruturado de Inteligência Socioemocional, articulado estrategicamente às aulas de Educação Física, visando potencializar o desenvolvimento dessas competências no cotidiano escolar. O desenvolvimento da Inteligência Emocional (IE) em adolescentes do Ensino Médio mostrou-se essencial à formação integral, favorecendo o êxito acadêmico e a inserção profissional.
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