INVESTIGAÇÃO DE CAUSAS DE CONTAMINAÇÃO EM UMA PLANTA DE PRODUÇÃO DE MANTEIGA COM AÇÕES RESOLUTIVAS
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UNIUBE
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Resumo
A contaminação microbiológica em produtos lácteos representa um desafio significativo
para a indústria alimentícia, comprometendo a segurança do consumidor e gerando prejuízos
econômicos. Diante disso o presente trabalho teve como objetivo detectar a contaminação do
produto manteiga em uma planta de produção e depois investigar e explicar as possíveis causas.
Como metodologia foi-se acompanhado processo em uma planta de manteiga utilizada para o
mapeamento fica localizada no munícipio de Sacramento – MG, avaliando-se os resultados
microbiológicos obrigatórios para liberação do produto, posteriormente com identificação de
produtos fora do padrão foi efetuado uma análise in loco com objetivo de detectar o problema
com posterior aplicação de medidas corretivas. A análise detalhada dos resultados
microbiológicos permitiu identificar os principais contaminantes coliformes totais, coliformes
termotolerantes, Escherichia coli, bolores e leveduras e a avaliação minuciosa dos pontos
críticos do processo produtivo apontou áreas sensíveis, nas datas 12/03/2024, 15/03/2024 e
27/03/2024, com inspeção in loco revelando acúmulo de biofilmes, resíduos orgânicos em
tubulações e ineficiência no sistema de limpeza CIP (Clean In Place), agravada por pontos de
oxidação e rebarbas nos equipamentos.. A implementação de melhorias no sistema de
higienização e nas condições da água com a pasteurização desta, demonstrou resultados
positivos, com as contaminações sendo zeradas a partir de 04/05/2024 e 07/05/2024. Sendo
essas mudanças consideradas as principais ações resolutivas. Diante dessas informações, foram
implementadas medidas corretivas, incluindo a manutenção e substituição de componentes do
sistema CIP, aperfeiçoamento dos parâmetros de limpeza e implementando a pasteurização de
água para lavagem da manteiga. Após a adoção dessas ações, as contaminações foram sendo
zeradas a partir de 04/05/2024 e 07/05/2024 e indicaram uma redução significativa na carga
microbiana, com ausência de coliformes termotolerantes e E. coli, além da diminuição na
contagem de bolores e leveduras. Conclui-se que a contaminação estava associada a
deficiências no projeto higiênico, nos procedimentos de sanitização e devido a qualidade da
água da unidade industrial, reforçando a necessidade de manutenção preventiva,
monitoramento contínuo e aplicação rigorosa das Boas Práticas de Fabricação para garantir a
segurança e qualidade dos produtos lácteos.