CARACTERIZAÇÃO DO PÓ DE MALTE E DO BAGAÇO DE MALTE PARA UTILIZAÇÃO EM UMA PLANTA DE TRATAMENTO TÉRMICO COM O OBJETIVO DE GERAÇÃO DE GÁS DE SÍNTESE
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No setor cervejeiro, o bagaço de malte e o pó de malte são coprodutos orgânicos gerados em
grande volume, destinados tradicionalmente à alimentação animal. Este trabalho objetivou
caracterizar e avaliar a valorização energética dessas biomassas como combustíveis para
gaseificação, um processo termoquímico que converte insumos carbonáceos em gás de síntese
(syngas). A caracterização do bagaço de malte in natura evidenciou um elevado teor de
umidade residual (~77,5%), originado na etapa de clarificação do mosto. Ensaios de secagem
natural demonstraram-se ineficazes para a adequação operacional do material, evidenciando a
necessidade de integração de um sistema de secagem acoplado para reduzir a umidade ao
patamar de 15,0%. Propõe-se um arranjo em malha fechada (closed-loop), no qual uma fração
do calor útil gerado no próprio reator retorna ao secador para o pré-tratamento da biomassa. A
caracterização do pó de malte indicou propriedades análogas às da serragem de referência, com
pontos de fulgor próximos (220 °C e 240 °C, respectivamente), validando sua aplicação no
reator. A amostragem de efluentes atmosféricos na chaminé da planta piloto confirmou a
conformidade das emissões de particulados e gases residuais. Do ponto de vista econômico, a
comercialização direta do bagaço para ração animal (R$ 5.005.200,00/ano) supera o ganho
direto da substituição de cavaco (R$ 3.419.410,00/ano). Contudo, a validação da gaseificação
fundamenta-se nos externalismos positivos: eliminação do transporte rodoviário e consumo de
diesel, mitigação de riscos sanitários por decomposição, viabilização de créditos de carbono e
fortalecimento do posicionamento ESG no âmbito da Economia Circular.
Descrição
DESCRIÇÃO: Pesquisa efetuada em parceria com indústria: integração Universidade - Empresa.